Exigência de novo tipo de extintor de incêndio entra em vigor dia 1º

Modelo ABC é capaz de combater o fogo em uma variedade maior de materiais, tem duração de cinco anos e não pode ser recarregado.

A diferença entre os dois extintores é que o mais novo, o ABC, consegue apagar completamente incêndios em partes do carro como o painel, os bancos, tapetes, o que tiver em madeira, papel. Já o outro, mais antigo, não tem a mesma eficiência.
O bombeiro Carlos Sobrinho mostra como eles funcionam na hora de apagar o fogo. O BC não elimina as chamas completamente, só na superfície do material. Já o ABC, à base de amônia, é mais eficiente.
"A substância consegue apagar o fogo, tanto fora, na superfície, quanto dentro do objeto que está queimando”, explica o capitão Carlos Sobrinho.
Os preços variam de R$ 70 a R$ 100. Até 100% mais caro que o atual. "É aquela questão do seguro. Você paga, mas pede a Deus que não seja necessário usar", conta o técnico em informática Aílton Correia.
"Segurança nunca é demais. Se preocupar com a segurança dos motoristas e dos passageiros é sempre bom", afirma o médico Fernando Figueiredo.
Em Salvador, as vendas do extintor ABC triplicaram. E, segundo o empresário Jorge Calmon, na grande maioria das lojas, o estoque acabou. "Algumas indústrias, inclusive pelo fato de estarem em férias coletivas, não estão produzindo", diz ele.
A ordem do Contran, o Conselho Nacional de Transito, é fiscalizar com rigor. "O condutor que for flagrado, a partir de 1º de janeiro, com esse tipo de extintor BC, e não o ABC, conforme prevê a lei, o veículo fica retido no local, só podendo prosseguir viagem após a regularização", explica o coordenador do Detran da Bahia.
Motorista flagrado sem o novo extintor pode ser multado em R$ 127 e acumular cinco pontos na carteira.

Jornal Nacional/ G1

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