O que Aécio pode ganhar com o apoio de Marina

Reuters/Paulo Whitaker
Marina Silva e Aécio Neves no debate da Band
Marina Silva e Aécio Neves no debate da TV Bandeirantes em 26 de agosto
São Paulo – Fim da reeleição, reforma tributária e mais atenção ao tema da sustentabilidade. Junto com a Rede, Marina Silva teria preparado uma série de exigências em troca de prestar apoio a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno.

Na prática, contudo, a aliança “programática” - como a ex-candidata teria definido - não deve render tantos votos para o tucano, de acordo com análise de Rafael Araújo, professor da PUC-SP e da FESPSP.

“Do ponto de vista simbólico, o apoio de Marina é importantíssimo. Outra coisa é se isso se reverte em votos”, afirma. “A transferência de votos depende muito de quem está fazendo esta sinalização”.
O capital político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, foi suficiente para repassar uma herança eleitoral consistente para Dilma Rousseff (PT) em 2010. O mesmo, no entanto, não se pode dizer de Marina.

 Em 2010, a então candidata à presidência abocanhou 19% dos votos. Mesmo assim, seu companheiro de chapa Eduardo Campos, morto em agosto, não ultrapassou os 9% nas pesquisas eleitorais. No domingo, Marina teve um pouco acima do conquistado há quatro anos com 21,32% dos votos.

Por outro lado, segundo ele, o apoio de Marina pode pesar para quem votou nela, mas não sabe para que lado pender. “Em uma campanha política, é importante ter o maior número de apoios. Quanto mais gente apoiar, mais esta candidatura parece boa para os indecisos”, afirma o especialista. “Não é um cálculo matemático direto, mas sim indireto”.
Neste sentido, o apoio de Renata Campos, em Pernambuco, tem um trunfo. Em Pernambuco, a viúva de Eduardo Campos tem potencial para impactar a candidatura de quem ela sinalizar apoio. No primeiro turno, Marina Silva ganhou no estado e no Acre, onde nasceu.
“O apoio da família de Campos é mais efetivo. Lá sim, há uma força política forte”, afirma Araújo. 
Fernando Frazão/ Agência Brasil
Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, em encontro com lideranças e militantes do PSB em 18 de agosto
Renata Campos, no dia seguinte ao enterro de Eduardo Campos, em evento de apoio a Câmara
Tanto que, de virada, Paulo Câmara (PSB) venceu a corrida para o governo do estado com 67,7% dos votos. Em junho, antes da morte do presidenciável, o então candidato eleito tinha apenas 8% das intenções.
O irmão do ex-governador de Pernambuco, Antônio Campos, já afirmou que está com Aécio no segundo turno. Historicamente, contudo, a família sempre apoiou o PT. 

Os 20 maiores derrotados do 1º turno

Veja quem saiu por baixo depois das urnas apuradas nesse primeiro turno

O importante é competir...
Vagner Campos/MSILVA Online
São Paulo - E Marina Silva acabou entrando na lista de derrotados do primeiro turno.
Além dessa grande surpresa, outras viradas e resultados inesperados marcaram as vitórias e derrotas no primeiro dia de eleição.
Veja a seguir quem foram os principais derrotados da noite:
http://exame.abril.com.br/

Postagens mais visitadas deste blog

Neste domingo em Patrocínio aconteceu um mega encontro de praticantes de paintball

Atrações da Expopatrô 2012 está praticamente definido

Comando do Cerrado apresenta esporte novo na cidade